Ser alguém de meu tempo.
Quando a única exigência ética é a realidade: recuso os discursos, as literaturas, e as músicas me são um vício recriminável quanto o assassínio.
Não estar presente a todos os atos da vida? Quando a única morte é o irreconhecimento, identifico a cada um, atenta.
Olho para todos: sim, eu faço a jura que os vejo: assino ao atestado:
"existem!"
... e não me reconheço.
( No meu leito de morte, suspirando direi:
"Nunca matei ninguém."
Mas quem ouvirá? )